É possível acreditar em toda a Bíblia?
Sim. Ou acreditar nela toda ou desprezá-la toda.
O dois Testamentos (Velho e Novo) formam a Palavra de Deus, a revelação especial de Deus. Eles mostram, em seus 66 livros, desde a história da criação e queda do homem, até a redenção e a vitória definitiva e eterna do povo escolhido de Deus, através da obra redentora de Jesus Cristo, o Salvador.
As promessas da vinda do Salvador são o elo entre os dois testamentos.
O próprio Jesus Cristo deu testemunho de si próprio como sendo ele o desfecho das profecias e cumprimento das promessas: “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras (...) A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lucas 24:27,44)
Não existe qualquer outra forma de revelação especial de Deus que não proceda das Sagradas Escrituras.
A Bíblia é uma revelação única, com início (Gêneses) e fim (Apocalipse).
As promessas antigas foram cumpridas e as futuras já estão seladas: “ Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5:18)
Portanto, a Palavra de Deus é imutável: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.” (Apocalipse 22:18-19)
Vivendo em uma sociedade pecaminosa e hostil, onde a crise de autoridade e a ignorância são flagelos terríveis, é comum presenciarmos líderes religiosos quererem camuflar suas falcatruas e lucrar com a ignorância alheia, usar expressões como “Deus me falou...”, ou “O Senhor me entregou uma revelação para você...” e assim conseguem explorar ou governar a vida das pessoas tolas e incautas.
Tais artimanhas são levianas e mentirosas, pura adivinhação condenada nas Escrituras. “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” (Gálatas 1:8)
A revelação de Deus já está concluída e acabada. Resta-nos apenas seguir os caminhos já traçados na Bíblia. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.” (Salmos 119:105)
Exatamente por ser imutável, perfeita, viva e eficaz, a Palavra de Deus deve ser comunicada nas formas falada e escrita.
Precisamos ler a Bíblia para a nossa meditação pessoal, mas também lê-la para os outros, pois muitos ou não sabem ler ou não querem. É fundamental, então, comunicar a Palavra de Deus.
Mas a comunicação das Escrituras deve ser feita em linguagem conhecida, tanto falada como escrita. Obra das mais nobres é a tradução da Bíblia para outros idiomas.
Outro problema comum desde os tempos do ministério do apóstolo Paulo é em relação à inteligibilidade da comunicação da Palavra de Deus. Ora, palavras ininteligíveis e estranhas não trazem edificação para o povo de Deus, mas tumulto e confusão, e nem servem como meio de noticiar o evangelho de salvação “Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar. (...) Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.” (1 Coríntios 14:9,28)
Com a Bíblia não existe meio termo. Livros comuns devem ser lidos e filtrados. Mas com a Palavra de Deus é diferente. Ou crer que ela é a chave da verdade ou não crer, e pronto. Se é
invenção de homens não merece crédito. Se foi inspirada por Deus, como
ela própria afirma ser, ela é a Verdade Absoluta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário