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sábado, 29 de outubro de 2011

Aprendendo o valor das nossas ferramentas!

“Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu. Perguntou-lhe o SENHOR: Que é isso que tens na mão? Respondeu-lhe: Um bordão. Então, lhe disse: Lança-o na terra. Ele o lançou na terra, e o bordão virou uma serpente. E Moisés fugia dela”(Êxo 4:1-3)
Deus escolhe as pessoas certas para missões importantes. Nós percebemos a escolha de Deus através da confissão sincera na salvação gratuita em Jesus Cristo, que morreu por nós e cujo sangue nos purifica de todos os nossos pecados.

Escolha e Missão
Pois bem, todos os que são escolhidos são também designados para alguma missão na obra de Deus. Então, por que temos tanta dificuldade em colocar a mão na massa e começarmos a trabalhar?

Uma das principais razões é a eterna desculpa de que nos falta algo. É aquela velha história: “se eu tivesse tal coisa...”; “se Deus tivesse me dado tal talento ou tal dom...”; e por aí vai!

Desculpas esfarrapadas
A nossa postura diante de Deus é a mesma de Moisés.  No início ele tentou dar desculpas para não aceitar o chamado de Deus. Moisés vivia o problema da baixa autoestima. Ele não se dava conta de que Deus capacita àqueles que são chamados.

A história de vida de Moisés até aquele momento justifica sua baixa autoestima. Ele tentou libertar o povo de Israel através de sua própria força e não conseguiu. Tornou-se fugitivo e estava vivendo isolado em uma terra distante, pastoreando o rebanho do seu sogro.

Ferramenta de trabalho
Quando Deus o chamou do meio da sarça ardente, Moisés só dispunha de um bordão e nada mais. Porém, o bordão era tudo para ele. Com o bordão ele protegia e guiava o rebanho.

O bordão era o seu sustento, a sua ferramenta de trabalho naquele deserto. Mas mesmo sendo um instrumento importante, não possuía nenhuma função extraordinária; era apenas um simples objeto.

Ferramenta de Deus
É importante observar que logo de início Deus não deu nada a Moisés além daquilo que ele já possuía: um simples bordão, aquele mero pedaço de madeira. 

Se Moisés ficasse esperando coisas preciosas, valiosas ou raras para começar a trabalhar, nunca teria deixado de ser um simples pastor de ovelhas no deserto.

Deus lhe mostrou o valor das ferramentas simples quando elas são dedicadas e ofertadas a Deus. Deus quer utilizar aquilo que ele já colocou em nossas mãos. Infelizmente, não gostamos de perceber isto.

Ferramenta Viva
A primeira lição importante que precisamos aprender é que tudo o que temos nas mãos pode adquirir vida se forem colocadas a serviço de Deus.  O bordão transformou-se em serpente. É algo miraculoso. Mas não nasceu miraculoso. 

O bordão de Moisés tornou-se extraordinário quando colocado diante de Deus.Costumamos não valorizar o que Deus já nos deu e, por isso, as ferramentas que já possuímos parecem tão sem valor, sem utilidade e sem vida. A saúde se transforma em doença. Os bens são consumidos pela traça ou levados pelo ladrão. A voz em rouquidão. A disposição em preguiça. O tempo em ansiedade. A vida passa e é como se ainda não tivéssemos vivido. É uma vida no lixo.

As ferramentas, todos nós já as possuímos, só resta dar-lhes vida. Só Deus pode conceder dar vida.  Ele é o autor da vida. Só o que está na presença de Deus pode ter vida própria, abundante e tornar-se dotado de funções extraordinárias.   

Ferramenta para a Glória de Deus
A segunda lição que temos é que tudo que colocamos a serviço de Deus, além de tornar-se vivo, torna-se também instrumento para a proclamação da glória de Deus. 

A essência e finalidade da vida do ser humano é glorificar a Deus e alegra-se nele dia após dia, por toda a eternidade. A glória de Deus é o sentido da vida!

Então, todas as ferramentas que possuímos precisam ser usadas para a glória de Deus e benefício da obra do seu Reino aqui na Terra. O simples bordão de Moisés, que antes servia apenas para pastorear um rebanho, ao ser colocado à disposição de Deus tornou-se instrumento de glória

Com ele, Moisés deu demonstração de poder aos Egípcios: transformou as águas do rio Nilo em sangue;  abriu o mar vermelho; tirou água da rocha; simbolizou o poder absoluto de Deus sobre as força da natureza.

Uma simples habilidade ou os nossos poucos bens, quando colocados à disposição na presença de Deus, podem se tornar ferramentas vivas, poderosas e próprias para glorificar a Deus e nos conceder alegria eterna.

Portanto, não devemos menosprezar nossa vida, nem menosprezar o que Deus nos dá. Mas sim, usá-los como ferramentas vivas e poderosas para glorificar e louvar ao nosso Deus. 

Um comentário:

  1. "tudo o que temos nas mãos pode adquirir vida se forem colocadas a serviço de Deus"...
    Considerando que Deus é Onipotente, Onipresente, Onisciente e Eterno, não existe lugar melhor para colocarmos TUDO, do que nas mãos dEle e a serviço dEle, mas no entanto, essa atitude, requer alguns critérios. Como por exemplo, termos o cuidado de não cairmos no comodismo, porque as coisas também, dependem do nosso esforço pessoal.
    A reflexão que tiro do versículo bíblico "Vigiai e orai" (Mateus 26:41), é que devemos "orar", ou seja, suplicar a Deus sua graça e providência, e também "vigiar", que entendo, como fazer a nossa parte, colocarmos a "mão na massa", e não ficarmos inertes, esperando o agir de Deus.
    Esse versículo também me remete a uma outra reflexão, a qual, devemos "orar", suplicando a Deus seu favor, mas devemos "vigiar", quanto a sua resposta. Porque Deus, muitas vezes nos manda sinais, que não damos conta de enxergarmos, por ficarmos esperando que a resposta dEle, caia do céu, ou seja dada, de forma clara e evidente, e Deus não vai descer em "persona" e nos responder, Ele poderá usar alguém, nos inspirar, iluminar, direcionar, etc... mas para tanto, devemos ter intimidade com Deus, para percebermos como Ele vivifica tudo o que Lhe confiamos.
    Fabrícia Leite.

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